Archive for Novembro, 2008
Fórmula 1 (By Rodrigo F.)
Novembro 4th, 2008 Posted 12:17 pm
O piloto ferrarista Felipe Massa do Brasil provou nesta última corrida do ano de Interlagos que é o mais novo ídolo do esporte brasileiro. Com muita competência e carisma o piloto deixou claro que, só não se tornou campeão mundial pelas falhas da equipe ao longo do ano. Parabéns ao nosso campeão, não há dúvidas que você foi o melhor. Porém, basta continuar assim que você chegará ao topo em breve, é apenas questão de tempo. Aqueles poucos segundos finais que você estava como campeão nos fez sentir uma sensação tão boa quanto na época do Senna, durou pouco mas serviu de aperitivo para a próxima temporada. OBRIGADO FELIPE MASSA, NOSSO CAMPEÃO!
Tags: Add new tag, Por: Rodrigo Figueiredo.
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Mickey and Mallory …
Novembro 3rd, 2008 Posted 9:12 am

Alguém se lembra do inesquecível casal de Quentin Tarantino?
Pra quem tem saudade aqui vai o trailler, pra quem não conhece, fica a indicação.
Vale lembrar que a trilha sonora é um deleite a parte.

Queen Latifah-Life Support
Novembro 3rd, 2008 Posted 8:45 am
Parece lugar comum falar que tudo o que ela toca vira ouro, mas é irresistível. Porque numa época onde os especialistas se destacam, dificilmente um profissional consegue administrar e dar conta de vários papéis ao mesmo tempo. Não é o caso da Rainha. Em Life Support, ela arrasa no papel de uma dependente quimica que conseguiu superar a doença e presta serviço num grupo de apoio da comunidade, baseado em fatos reais o filme da HBO mostrou-se útil e muito interessante. Voltando à Rainha vale lembrar que como cantora também arrasa!!! Achei essa preciosidade no Youtube. Queen Latifah cantando Who The Cap Fit do Bob Marley num show na Jamaica. Espetáculo!!!
Elisa Lucinda (Parem de Falar Mal da Rotina)
Novembro 1st, 2008 Posted 8:26 pm

“(…) A vida não tem ensaio
mas tem novas chances
Viva a burilação eterna, a possibilidade :
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores
Um brinde ao que está sempre nas nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!”
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“Os Faróis” (”Les Phares”)
Novembro 1st, 2008 Posted 5:00 pm

“Rubens, rio do olvido, jardim da preguiça,
Divã de carne tenra onde amar é proibido,
Mas onde a vida aflui e eternamente viça,
Como o ar no céu e o mar dentro do mar contido;
“Rubens, fleuve d’oubli, jardin de la paresse,
Oreiller de chair fraîche où l’on ne peut aimer,
Mais où la vie afflue et s’agite sans cesse,
Comme l’air dans le ciel et la mer dans la mer;

Da Vinci, espelho tão sombrio quão profundo,
Onde anjos cândidos, sorrindo com carinho
Submersos em mistério, irradiam-se ao fundo
Dos gelos e pinhais que lhes selam o ninho;
Léonard de Vinci, miroir profod et sombre,
Où das anges charmants, avec un doux souris
Tout chargé de mystère, apparaissent à l’ombre
Des glaciers et des pins qui ferment leur pays;

Rembrandt, triste hospital repleto de lamentos,
Por um só crucifixo imenso decorado,
Onde a oração é um pranto em meio aos excrementos,
E por um sol de inverno súbito cruzado;
Rembrandt, triste hôpital tout rempli de murmures,
Et d’un grand crucifix décoré seulement,
Où la prière e pleurs s’exhale des ordures,
Et d’un rayon d’hiver traversé brusquement;

Miguel Ângelo, espaço ambíguo em que vagueiam
Cristos e Hércules, e onde se erguem dos ossários
Fantasmas colossais que a tíbia luz se arqueiam
E cujos dedos hirtos rasgam seus sudários;
Michel-Ange, lieu vague où l’on voit des Hercules
Se mêler à des Christs, et se lever tout droits
Des fantômes puissants qui dans les crépuscules
Déchirent leur suaire en étirant leurs doigts;

Impundências de fauno, iras de boxeador,
Tu que de graças aureolastes os desgraçados,
Coração orgulhoso, homem fraco e sem cor,
Puget, imperador soturno dos forçados;
Colères de boxeur, impudences de faune,
Toi qui sus ramasser la beauté des goujats,
Grand coeur gonflé d’orgueil, homme débile et jaune,
Puget, mélancolique empereur des forçats;

Watteau, um carnaval de corações ilustres,
Quais borboletas a pulsar por entre os lírios,
Cenários leves inflamados pelos lustres
Que à insânia incitam este baile de delírios;
Watteau, ce carnaval où bien de coeurs illustres,
Comme des papillons, errent en flamboyant,
Décors frais et légers éclairés par des lustres
Qui versent la folie à ce bal tournoyant;

Goya, lúgubre sonho de obscuras vertigens,
De fetos cuja carne cresta nos sabás,
De velhas ao espelho e seminuas virgens,
Que a meia ajustam e seduzem Satanás;
Goya cauchemar plein de choses inconnues,
De foetus qu’on fait cuire au milieu des sabbats,
De vieilles au miroir et d’enfants toutes nues,
Pour tenter les démons ajustant bien leurs bas;

Delacroix, lago onde anjos maus banham-se em sangue,
Na orla de um bosque cujas cores não se apagam
E onde estranhas fanfarras, sob um céu exangue,
Como um sopro Weber entre os ramos vagam;
Delacroix, lac de sang hanté des mauveis anges,
Ombragé par un bois de sapins toujours vert,
Où, sous un ciel chagrin, des fanfares étranges
Passent, comme un soupir étuffé de Weber;
Essas blasfêmias e lamentos indistintos,
Esses Te Deum, essas desgraças, esses ais
São como um eco a percorrer mil labirintos,
E um ópio sacrossanto ao corações mortais!
Ces malédictions, ces blasphèmes, ces plaintes,
Ces extases, ces cris, ces pleurs, ces Te Deum,
Sont un écho redit par mille labyrinthes,
C’est pour les couers mortels un divin opium!
É um grito expresso por milhões de sentinelas,
Uma ordem dada por milhões de porta-vozes;
É um farol a clarear milhões de cidadelas,
Um caçador a uivar entre animais ferozes!
C’est un cri répété par mille sentinelles,
Un ordre renvoyé par mille porte-voix;
C’est un phare allumé sur mille citadelles,
Un appel de chaussers perdus dans le grant bois!
Sem dúvida, Senhor, jamais o homen vos dera
Testemunho maior de sua dignidade
Do que esse atroz soluço que erra de era em era
E vem morrer aos pés de vossa eternidade!”
Car c’est vraiment, Seigneur, le meilleur témoignage
Que nous puissions donner di notre dignité
Que cet ardent sanglot qui roule d’âge en âge
Et vient mourir au bord de votre éternité!”
Charles Baudelaire
As Flores do Mal
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