Dodgy Nights

Archive for the ‘Galeria das Artes Integradas’ Category

Lady Lady Gaga

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Março 4th, 2010 Posted 2:27 am

Coloque tudo no liquidificador: Marilyn Monroe, Cher, Andy Worhol e Aldous Huxley. Seria um exagero ou simplesmente a nova Diva da música Pop? Nenhuma das opções anteriores, apenas um furacão de emoções: Lady Gaga... A música e a arte contemporânea não seriam nada sem o suspiro da Lady que vai do pop ao trance sem exitar em passar pelo blues ou pelo rock, tenho orgulho de pertencer ao século da mulher louca ou da mais poderosa, afinal nem todas puderam ser Cleópatras…

“Ode à mídia onde à ódio á mídia”.

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Fevereiro 13th, 2009 Posted 8:16 pm

Definitivamente o século XXI é o século da Arte em Mídia.

Nunca antes nenhum  outro veículo artístico materializou-se de tão diversificadas formas . A imensa  variedade de mídias e recursos esta aí para impressionar Leonardo, Michelangelo e Rafael.

A quantidade de pessoas envolvidas com o “objeto artístico” também é paradoxal em relação aos recursos plásticos disponíveis no passado. O artista ao concretizar seus objetivos envolvia ou não terceiros , hoje uma produção cinematográfica envolve um coletivo superlativo de pessoas que como formigas unem-se na construção do formigueiro. Sendo que ao contrário das formigas atinjem um público que se espalha facilmente por todo globo terrestre.

Desde as videoinstalações até as mídias para celular  passando inclusive pela televisão , as pessoas se renderam a esta arte tão jovem, rica e bela.

Assistir a mesma  amadurecer ao longo do tempo será um prazer no século XXI, que apesar de passar por uma crise, propicia grandes espectativas de progresso em breve.

Afinal de contas, nossa jovem fértil evolui em progressão geométrica ao lado das mais avançadas tecnologias.

Bom estar neste século ,aproveitando este espaço para fazer apologia ao uso consciente e produtivo da internet. Quem sabe daqui poder contribuir como mais uma aspirante à blogueira (lê-se: novos profissionais da escrita midiática) por uma realidade, virtual ou não, melhor. E que venham do futuro aqueles que queiram criticar a nova safra de escritores que está surgindo no mundo.

Obs: O título do post é uma referência à crônica de Arthur da Távola, “Ode ao gato onde há ódio ao gato”, do livro Ser Jovem.

Os Novos Super-Heróis…

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Fevereiro 10th, 2009 Posted 10:12 am

Interessante como o atual super-herói vem sendo apresentado ultimamente.

Ao contrário dos introspectivos heróis do passado que quase nunca falavam(Super-Homem) e faziam questão de não ter arranhões em sua reputação (Batman), os novos “mocinhos” não cansam de reclamar da vida(Hancock), lidam bem com  a fama (Homem de Ferro), e tem hábitos pra lá de humanos  (Zohan).

Mas não são só os mocinhos que tem esse charme anti-herói, os atuais vilões carregam uma boa dose de realismo em suas histórias, como para Hancock estava o alcoolismo, a falta de civilidade e sua arrogância, para Hulk estava o exército americano com quase as mesmas características.

Ineressante também o ponto de vista de alguns escritores, que assim como Douglas Adams, tem seu protagonista do Guia do Mochileiro das Galáxias um garoto comum vislumbrado com a tecnologia anos luz  aquem de nosso entendimento. No livro Douglas Adams aborda temas interessantes e atuais na física desdobrando-os numa aventura emocionante. Hoje O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma série britânica.

Ironia, apelação, o que fazem esses personagens, deliciosamente incomuns, para despertar  tanto nossa atenção, a ponto de terem legiões de fãs ao redor da  grande esfera?

Uma coisa pelo menos todos tem em comum, carregam o fardo de terem que salvar a Terra contra vilões nem tão imaginários assim, e fazem-no por sinal com muita competência.

Heróis por favor não morram de overdose!!!

Caótica Ana

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Janeiro 26th, 2009 Posted 9:42 am

    Num dos destaques da arte contemporânea encontra-se Ana. O clichê da  menina do interior que vai estudar na cidade se esvai deixando por onde Ana passa seu rastro caótico.

 

Caótica Ana

    A desordem no universo plástico é o pano de fundo do filme que o tempo todo interroga o espectador sobre o objetivo da arte no século XXI, ou melhor, dos artistas.

 

Caótica Ana

 

    Em meio ao desapego pela ordem encontramos uma sucessão “ordenada” de imagens, vídeos e performances que invadem o filme de uma forma convidativa, um deleite pós-moderno.

Caótica

    Aproveitando o embalo contemporâneo, o endereço da Imagine Peace Tower é:

        P.O.Box 1009,121

        Reykjavík, Iceland.

 

 

   

    Trata-se da Senhora Yoko Ono, aquela que tem saudades de Parati e inaugurou dia 9 de outubro de 2007 Imagine Peace Tower que funciona como uma espécie de Árvore dos Desejos japonesa. Na qual os japoneses penduravam seus desejos relacionados ao amor, saúde e ao dinheiro, acreditando que a árvore os levaria para o alto.

 

Yoko

 

    Yoko garante que a torre realiza seus desejos.

    Provocações contemporâneas nos crentes e céticos que nos leva a participar do sonho de uma senhora que encontrou meios para sobreviver no “caos” da pós-modernidade.

“Os Faróis” (”Les Phares”)

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Novembro 1st, 2008 Posted 5:00 pm

O Rapto da Filhas de Leucipo

“Rubens, rio do olvido, jardim da preguiça,
Divã de carne tenra onde amar é proibido,
Mas onde a vida aflui e eternamente viça,
Como o ar no céu e o mar dentro do mar contido;

 

“Rubens, fleuve d’oubli, jardin de la paresse,

Oreiller de chair fraîche où l’on ne peut aimer,

Mais où la vie afflue et s’agite sans cesse,

Comme l’air dans le ciel et la mer dans la mer;

 

A Virgem dos rochedos

 

Da Vinci, espelho tão sombrio quão profundo,

Onde anjos cândidos, sorrindo com carinho

Submersos em mistério, irradiam-se ao fundo

Dos gelos  e pinhais que lhes selam o ninho;

 

Léonard de Vinci, miroir profod et sombre,

Où das anges charmants, avec un doux souris

Tout chargé de mystère, apparaissent à l’ombre

Des glaciers et  des pins qui ferment leur pays;

Rembrant

Rembrandt, triste hospital repleto de lamentos,
Por um só crucifixo imenso decorado,
Onde a oração é um pranto em meio aos excrementos,
E por um sol de inverno súbito cruzado;

Rembrandt, triste hôpital tout rempli de murmures,
Et d’un grand crucifix décoré seulement,
Où la prière e pleurs s’exhale des ordures,
Et d’un rayon d’hiver traversé brusquement;

Adao e Eva

Miguel Ângelo, espaço ambíguo em que vagueiam
Cristos e Hércules, e onde se erguem dos ossários
Fantasmas colossais que a tíbia luz se arqueiam
E cujos dedos hirtos rasgam seus sudários;

Michel-Ange, lieu vague où l’on voit des Hercules
Se mêler à des Christs, et se lever tout droits
Des fantômes puissants qui dans les crépuscules
Déchirent leur suaire en étirant leurs doigts;

puget

Impundências de fauno, iras de boxeador,
Tu que de graças aureolastes os desgraçados,
Coração orgulhoso, homem fraco e sem cor,
Puget, imperador soturno dos forçados;

Colères de boxeur, impudences de faune,
Toi qui sus ramasser la beauté des goujats,
Grand coeur gonflé d’orgueil, homme débile et jaune,
Puget, mélancolique empereur des forçats;

Watteau, um carnaval de corações ilustres,
Quais borboletas a pulsar por entre os lírios,
Cenários leves inflamados pelos lustres
Que à insânia incitam este baile de delírios;

Watteau, ce carnaval où bien de coeurs illustres,
Comme des papillons, errent en flamboyant,
Décors frais et légers éclairés par des lustres
Qui versent la folie à ce bal tournoyant;

Maja

Goya, lúgubre sonho de obscuras vertigens,
De fetos cuja carne cresta nos sabás,
De velhas ao espelho e seminuas virgens,
Que a meia ajustam e seduzem Satanás;

Goya cauchemar plein de choses inconnues,
De foetus qu’on fait cuire au milieu des sabbats,
De vieilles au miroir et d’enfants toutes nues,
Pour tenter les démons ajustant bien leurs bas;

eugène delacroix

Delacroix, lago onde anjos maus banham-se em sangue,
Na orla de um bosque cujas cores não se apagam
E onde estranhas fanfarras, sob um céu exangue,
Como um sopro Weber entre os ramos vagam;

Delacroix, lac de sang hanté des mauveis anges,
Ombragé par un bois de sapins toujours vert,
Où, sous un ciel chagrin, des fanfares étranges
Passent, comme un soupir étuffé de Weber;

Essas blasfêmias e lamentos indistintos,
Esses Te Deum, essas desgraças, esses ais
São como um eco a percorrer mil labirintos,
E um ópio sacrossanto ao corações mortais!

Ces malédictions, ces blasphèmes, ces plaintes,
Ces extases, ces cris, ces pleurs, ces Te Deum,
Sont un écho redit par mille labyrinthes,
C’est pour les couers mortels un divin opium!

É um grito expresso por milhões de sentinelas,
Uma ordem dada por milhões de porta-vozes;
É um farol a clarear milhões de cidadelas,
Um caçador a uivar entre animais ferozes!

C’est un cri répété par mille sentinelles,
Un ordre renvoyé par mille porte-voix;
C’est un phare allumé sur mille citadelles,
Un appel de chaussers perdus dans le grant bois!

Sem dúvida, Senhor, jamais o homen vos dera
Testemunho maior de sua dignidade
Do que esse atroz soluço que erra de era em era
E vem morrer aos pés de vossa eternidade!”

Car c’est vraiment, Seigneur, le meilleur témoignage
Que nous puissions donner di notre dignité
Que cet ardent sanglot qui roule d’âge en âge
Et vient mourir au bord de votre éternité!”

 

Charles Baudelaire

As Flores do Mal